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Entrevistas, Música

Diz-me com quem cantas Um projeto de duetos pensado por Fernando Tordo

Janeiro 14, 2019

O repertório de Fernando Tordo foi o mote. 17 vozes portuguesas, de universos musicais muito distintos, foram convidadas. Assim nasce e se materializa “Diz-me com quem cantas“. Um projeto de duetos idealizado por Fernando Tordo.

Anabela, Camané, Capicua, Carlos Moisés, Carminho, Filipe Manzano Tordo, Héber Marques, Herman José, Jorge Palma, Maria João, Marisa Liz, Os Quatro e Meia, Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro, Rita Redshoes, Rui Veloso e Tim. São estes os nomes que integram “Diz-me com quem cantas“. Vozes muito distintas, de diferentes gerações, que aqui se harmonizam nas palavras de Fernando Tordo. E com um conjunto assim, só pode mesmo valer a pena ver e ouvir este espetáculo! Marque já o seu lugar AQUI.

O mentor do projeto falou com o TL Blog sobre este “Diz-me com quem cantas” e sobre os espetáculos marcados para os dias 30 de janeiro, no Centro Cultural de Belém, Lisboa, e 2 de fevereiro, no Coliseu Porto Ageas.

 

Como é que caracteriza o projeto “Diz-me com quem cantas”?

É alguma coisa a que eu me tenho dedicado ao longo dos anos, que era o disco dos duetos. No fundo acabou por ser melhor porque me deu mais tempo para pensar e para organizar as coisas, embora tenha sido um disco muito trabalhoso e muito difícil de fazer. Porque são dezassete individualidades completamente diferentes, completamente distintas. O maior problema foi conseguir, com as vidas que estas pessoas têm, um dia para uma gravar, outro dia para outra gravar e conseguir que isto coincidisse com a disponibilidade deles… alguns deles passam mais tempo no estrangeiro que em Portugal, de maneira que nesse sentido foi muito difícil. Foi um projeto que, desde o início, demorou um pouco mais de um ano. Mas agora está feito e, portanto, agora, para mim, é absolutamente indispensável apresentar este disco, até pela sua originalidade. A originalidade está na grande diversidade dos nomes convidados, nas grandes diferenças do repertório, de arranjos, de interpretações e, portanto, é muito interessante nesse aspeto. Claro que não vão todos estes convidados aos espetáculos, quer Lisboa quer Porto, porque seria impossível, mas posso-lhe dizer que para Lisboa está marcado o Herman José, a Marisa Liz, a Rita Redshoes, a Maria João, o Ricardo Ribeiro… e para o Porto serão os mesmos nomes à exceção do Herman José, que não pode para essa data. Mas para já, são sempre cinco, seis nomes durante os espetáculos. É muita gente, são muitos convidados e a banda, no fundo, a orquestra que me acompanhou. Vão estar oito músicos em palco. O meu filho Filipe Tordo, que me acompanhou, também estará, quer em Lisboa quer no Porto. Ele acompanha-me numa canção que se chama “Os Cantores da Minha Terra”. E, portanto, esta é uma festa, é uma celebração. Eu tenho, neste momento, cinquenta e quatro anos de profissão e finalmente calhou gravar o célebre disco dos duetos, o tal que está para gravar há muitos anos. E, pronto, agora aí está com pessoas de quem eu gosto muito algumas das quais mal conheço pessoalmente. Eu conheci o Héber Marques, pessoalmente, no estúdio quando ele foi gravar… Há pessoas com quem tenho pouco contacto, mas de quem eu gosto muito porque acho que são vozes muito carismáticas do nosso país. São vozes que significam muito na nossa língua, na nossa maneira de estar, na nossa música, e, portanto, pronto, o trabalho está feito… só espero que o público goste. Porque a gente não faz espetáculos para nós próprios, faz espetáculos para os outros, faz concertos para os outros, grava discos para os outros. Com esta variedade é difícil que haja alguém que não goste pelo menos de um tema.

 

 Com esta variedade é difícil que haja alguém que não goste pelo menos de um tema

 

 

“Diz-me com quem cantas” junta vários nomes da música portuguesa, de diferentes gerações e vozes de distintos géneros musicais. Como foi conseguir conciliar vozes tão diferentes num projeto com um repertório constituído por músicas suas?

A minha música, ao longo de décadas, tem uma característica: eu tanto faço a balada, a canção romântica, mais triste, mais arrebatada, mais dramática, como faço uma coisa humorada. E é isso que está ao longo deste trabalho todo. A minha vida, enquanto compositor, tem sido isso, tem sido fazer discos disto e daquilo. É não me prender… no mesmo dia posso fazer duas composições, de estrutura completamente diferente, quer poética quer harmónica, e é isso que se assiste quer no disco quer no espetáculo. São as grandes diferenças da minha música. Não tenho uma característica própria e as pessoas podem identificar uma música do Fernando Tordo, mas ela pode ser lenta, pode ser muito rápida, pode ser alegre, pode ser triste. A preocupação que eu tenho como compositor, há décadas, há mais de cinquenta anos, é fazer as coisas diferente, é fazer as coisas consoante o meu estado de alma. E, para isso, era preciso gente tão diferente com esta. Não há comparação entre estas pessoas, não há uma comparação entre a Rita Redshoes e a Maria João, não há uma comparação entre o Tim dos Xutos & Pontapés e o Ricardo Ribeiro, não há uma comparação entre o Camané e o Herman José. Mas as canções são canções que correspondem rigorosamente, também, ao gosto deles e conseguiu-se o pleno. Mas, como digo, se o tivesse feito há mais anos se calhar não teria tido tempo para ser tão rigoroso nessa escolha. Neste caso tive muito tempo, apesar da dificuldade, que eu já lhe contei, de conciliar as datas para fazer gravações. Não estamos a falar de uma gravação com uma ou duas pessoas, mas de gravações com dezassete pessoas. E, pronto, mas está feito.

 

Já falou da presença do seu filho, Filipe Tordo, neste projeto. Que importância tem para si esta participação?

Tem uma importância muito grande, independentemente de ele ser meu filho. Eu sou fã deste meu filho. Este meu filho é um grande pianista clássico, infelizmente sem grande trabalho em Portugal, como é tradicional nos músicos, muito especialmente de música clássica, mas é um grande músico e, portanto, para mim, tem esse significado. Mas devo-lhe dizer que tem muito a ver com a grande qualidade de executante e de pianista que ele tem, antes de ser meu filho, mas claro que o facto de ser meu filho facilitou a junção e justificou que ele me acompanhasse numa cantiga. Aqui, neste disco, as vedetas são os outros, não sou eu. Eu sou só o tipo que conseguiu juntar tudo isto, as vedetas são os outros, não sou eu. E ele é a vedeta, tocando música clássica. É, de facto, uma grande vedeta!

 

Aqui, neste disco, as vedetas são os outros, não sou eu.

 

O que é que mais o surpreendeu ao longo deste “Diz-me com quem cantas”?

Surpreendeu-me muito a recetividade de todos. Eu conheço o Jorge Palma há mais de cinquenta anos, mas há outras pessoas que eu não conhecia sequer. Surpreendeu-me muito a resposta positiva de todos aqueles que eu convidei e a disponibilidade. Surpreendeu-me muito essa capacidade. Eu notei, por exemplo, a Carminho, que tem uma vida que passa muito pelo estrangeiro, o esforço que ela fez para conseguir a data, a hora, e esteve à hora na data. Calculo que tenha sido um processo difícil, como foi para outros. Digamos que essa disponibilidade em relação a mim de toda esta gente é uma coisa que me emociona, que me comove, porque sou testemunha direta do esforço que alguns fizeram para poder estar presentes. Essa, para mim, é a grande surpresa. Estamos a falar de muita gente, de origens muito diferentes, de atitudes musicais e artísticas muito diferentes, todos eles, sem uma única exceção, demonstraram uma grande disponibilidade e isto é uma coisa que deixa qualquer um emocionado.

 

[…] essa disponibilidade em relação a mim de toda esta gente é uma coisa que me emociona, que me comove […]

 

O que é que espera dos espetáculos que estão agendados para os dias 30 de janeiro, no Centro Cultural de Belém, e 2 de fevereiro, no Coliseu Porto Ageas?

O que eu espero sinceramente é que estejam cheios. E espero que as pessoas não percam a oportunidade de assistir a uma coisa destas, porque é muito difícil de fazer isto, de juntar esta gente num único espetáculo. É também uma celebração no ano em que faço 70 anos. E, portanto, o que eu espero sinceramente é que o público esteja, que compareça, porque é um espetáculo feito para eles. Uma coisa é não poder ir ou não querer ir, agora quem puder ir que não tenha a preguiça de ir, de perder uma coisa tão interessante, porque (se não for) vai perder um espetáculo interessantíssimo e muito diferente, muito original.

 

De alguma maneira esta é a concretização de um sonho?

Eu já podia ter feito este disco há anos, há vários anos, não era essa a questão. É mais a concretização de um objetivo que eu tinha e que eu não sabia quando iria acontecer. E agora, por um conjunto de circunstâncias, o facto de eu ter feito 70 anos no ano de 2018, o facto de não querer perder mais tempo, de querer estar bem, de ter encontrado os músicos e os arranjadores ideias para fazer este trabalho e de ter encontrado uma disponibilidade muito grande do técnico de gravação, de ter conseguido juntar estas pessoas, a vontade delas com a determinação delas com a disponibilidade. Eu falo muito da disponibilidade porque ela é importante, é fundamental. E ter conseguido o equilíbrio destas disponibilidades foi um fator muito importante, para mim inesquecível. Mais do que um sonho foi conseguir concretizar qualquer coisa que eu sabia que ia ser muito difícil de conseguir.

 

Que futuro perspetiva para este “Diz-me com quem cantas”?

É claro que é um espetáculo difícil de repetir. Há estes dois, no CCB e no Coliseu Porto, mas isto é muito difícil de repetir além de ser um espetáculo muito caro. Trata-se de artistas de primeira linha e portanto têm os seus cachés, têm as suas vidas profissionais. Mas isto não significa que eu não possa fazer um espetáculo com dois ou três destes nomes, pelo menos, não quer dizer que não o faça. Desde que haja condições económicas e condições técnicas que o permitam e que fazer com outros dois ou três. Mas isso é uma questão de disponibilidade e uma coisa é ser generoso para fazer este trabalho, como eles foram para mim, outra coisa é ser possível economicamente as pessoas possam comparecer. E até seria interessante fazer com dois ou três e depois convidar artistas de nome para estarem presentes. Isso trata-se de outra coisa completamente diferente. Isto trata-se de uma profissão, não é nenhuma brincadeira. Mas, na medida do possível, o futuro deste espetáculo será este. As canções são minhas, estão garantidas, cantar as canções todas não tem dificuldade nenhuma para mim, mas já que é um projeto de duetos, pelo menos, temos que conseguir manter a ideia com a presença de dois ou três nomes, sem dúvida nenhuma.

 

 

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